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Lar São Vicente chega aos 80 anos sob cuidados

FDS e Projetos Sociais

Uma das instituições mais antigas de Marília, o Lar São Vicente de Paulo completou 80 anos ininterruptos em julho seguido cada vez mais de perto pela longevidade dos idosos brasileiros, que não para de crescer – 75 anos, em média, segundo divulgou em maio deste ano a Organização Mundial de Saúde (OMS).

Mas a realidade do asilo é muito semelhante à da maioria de seus 67 residentes – 29 homens e 38 mulheres: depende permanentemente de cuidados para não correr o risco de ver abreviados seus dias, aquém da expectativa de vida atual.

“Estamos caminhando para uma situação muito difícil, com déficit de caixa desde outubro do ano passado. Ainda bem que tínhamos uma reserva estratégica, mas que pode não durar muito”, afirmou o presidente do Lar, José Carlos Basso.

Os únicos recursos que ajudam na manutenção do Lar vêm dos aluguéis de alguns imóveis, de 70% das aposentadorias de internos (a grande maioria, de salário mínimo), de algumas campanhas e de doações espontâneas pouco frequentes.

Segundo Basso, cerca de 40% de tudo que é arrecadado é comprometido com o custo de pessoal. “No passado, os aluguéis nos ajudavam com essa mesma porcentagem. Hoje, não passa dos 15%. Por isso dependemos da boa vontade da comunidade”.

SAÚDE

Outro fator que compromete cada vez mais a saúde financeira do Lar, ainda segundo Basso, é a condição atual de saúde dos internos. Dos 67, apenas 27 estão contados entre os ‘autônomos’. Os outros 50 têm algum grau de dependência.

Segundo levantamento divulgado pelo Lar, 17 internos apresentam algum tipo de limitação, mas ainda assim conseguem comer e tomar banho sozinhos. Outros 22, no entanto, estão acometidos com doenças como Alzheimer, Parkinson, entre outras, e precisam de cuidados especiais.

“Nós não somos uma casa de saúde. Embora sejam muito bem atendidos por nós, estes internos só vêm para cá porque o município não tem para onde alocá-los”, afirmou Basso. “Esse tipo de cuidado é o que também provoca um forte impacto em nossos custos”.

Entre as despesas registradas pela casa estão o consumo mensal de 3 mil a 4 mil fraldas geriátricas e de medicamentos diversos. “Gastamos muito com remédios. O governo não está repondo os estoques nas farmácias populares”, afirmou Basso.

VOLUNTARIADO

Além de uma realidade financeira melhor, o presidente do Lar manifestou sua expectativa em contar com mais pessoas que estejam dispostas a colaborar voluntariamente nos serviços e demais necessidades da rotina da instituição.

“Precisamos muito de fisioterapeutas, psicólogos, enfermeiros, terapeutas ocupacionais, pessoas que trabalham na cozinha, na manutenção, ou até para digitar notas fiscais”, citou. “Basta vir ao Lar, indicar sua aptidão à nossa assistente social e começar”.

MISSA

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A comemoração dos 80 anos do Lar São Vicente de Paulo foi marcada pela celebração de uma missa de Ação de Graças presidida pelo bispo diocesano de Marília, dom Luis Antonio Cipolini. Há celebrações diárias na entidade, às 7h. As visitas podem ser feitas todos os dias entre as 13h e 16h.