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Qui, Mar
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Misericórdia e Política

Mensagens do Bispo

Estamos nos aproximando das eleições municipais, momento privilegiado do exercício da cidadania, em que nós, católicos, juntamente com todas as pessoas de boa vontade, somos convidados a dar a nossa contribuição, a serviço do bem comum. A este propósito quero incluir, nesta edição, este artigo, baseando-me na mensagem da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) sobre as próximas eleições.

A participação dos leigos e leigas na vida político-partidária não só é permitida como incentivada. Peço a todos os cristãos que estejam atentos à mensagem dos bispos brasileiros, emanada na 54ª Assembleia Geral, que teve lugar em Aparecida, no último mês de abril.

O termo "política" vem da palavra grega "polis", que significa "cidade". Originalmente, a política é a "gestão da cidade", da comunidade, da vida social, focada no bem comum. "Política" é, portanto, o exercício do poder de decisão: seja o poder pessoal de decisão sobre a própria vida, seja o poder de participar nas decisões da própria comunidade. Todo ser humano é um ser político neste sentido.

A dinâmica partidária é apenas um aspecto da política: não é "a" política. O católico tem, primeiramente, o dever de entender essa diferença para, em seguida, exercer o dever de fazer a sua parte na boa gestão da comunidade.

Seguem algumas orientações práticas:

Qual é o Brasil que sonhamos e queremos construir, para nós e nossas famílias?

"Sonhamos e nos comprometemos com um país próspero, democrático, sem corrupção, socialmente igualitário, economicamente justo, ecologicamente sustentável, sem violência, discriminação e mentiras; e com oportunidades iguais para todos". A vivência do Evangelho no mundo da política será o grande distintivo.

Como construir este Brasil?

Através da participação consciente na política, como cidadãos, como eleitor(a) e como candidato(a). Como cristãos, não podemos agir com violência, que ameaça a paz social. "Só com a participação cidadã de todos os brasileiros e brasileiras é possível a realização deste sonho". O bem comum, afinal, deve ser promovido por todos e não apenas esperado de braços cruzados. Daí a fazer "politicagem" há uma grande diferença. O católico não faz "politicagem".

Onde começa a realização desta realidade?

A realização desta realidade "começa no município, onde cada pessoa mora e constrói sua rede de relações. Se quisermos transformar o Brasil, comecemos por transformar os municípios. As eleições são um dos caminhos para atingirmos essa meta". "As eleições municipais têm uma atração e uma força próprias pela proximidade dos candidatos com os eleitores. Se, por um lado, isso desperta mais interesse e facilita as relações, por outro, pode levar a práticas condenáveis como a compra e venda de votos, a divisão de famílias e da comunidade".

O católico consciente participa da política. E de maneira claramente fiel ao Evangelho de Jesus Cristo, que nos assegurou que somos todos filhos de Deus Pai e nos convidou a "amar-nos uns aos outros como Ele nos ama". Pois bem, isto exige um comprometimento com o bem comum. Devemos nos envolver na política porque a política é uma das formas mais elevadas da caridade e da misericórdia, porque busca o bem comum. Procure conhecer a mensagem completa da CNBB para as próximas eleições.

Pastoral da Esperança de Marília
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