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Dom, Abr
7 Novos artigos

Wagner Pedro Menezes
wagner@meac.com.br
Missionários para Evangelização e Animação de Comunidades São Paulo Apóstolo

É de todos conhecida a divisão norte e sul que polariza nosso mundo. Ao norte os países ricos, que ditam regras, impõem seu poderio econômico e bélico. Ao sul os pobres.

O Brasil conseguiu inverter essa tese, mostrando um país dividido entre ricos e pobres, porém inversamente contrário à tese globalizada: ao sul os Estados ricos, ao norte os pobres. Nenhum preconceito nesta constatação, mas o resultado político de uma polarização federativa e tradicionalmente unida na sua definição patriótica é, no mínimo, algo que traz preocupações. Como governar uma nação nitidamente dividida?

De antemão, a leitura que se faz é que o novo mandato presidencial tem pela frente o desafio de reconstruir a unidade. Uma tarefa que exigirá tato e sensibilidade, deixando de lado ideologias e quimeras partidárias, se o que interessa ao país é a manutenção da ordem democrática e a coesão de um povo que sempre se mostrou amante de sua unidade na diversidade. É fato que a questão social pesou sobremaneira no resultado das urnas. É fato que algo novo deve surgir nos meios políticos para restabelecer o que temos de preciosidade como nação, ou seja, o sentimento patriótico de um povo que sempre primou pelo amor à bandeira, às riquezas naturais, ao jeito de ser de sua gente, heterogênea na raça, mas homogênea na eterna esperança de um país de futuro. As urnas nos dividiram, mas a esperança ainda é a mesma.

O que assusta é a possibilidade dessa divisão ganhar proporções além do que ela possa ter representado politicamente. Não queremos uma nação dividida. Nem entre classes sociais, nem entre conceitos partidários, nem mesmo por questões raciais ou religiosas que sejam. Nossa maior riqueza sempre foi e sempre será o amor à pátria. Se hoje o que se nos afigura é um racha político, disso temos que nos orgulhar, pois prova ao mundo uma democracia amadurecida e exemplar, um sistema político que respeita a voz do povo, mesmo que essa voz se fracione quase que igualitariamente, dentro da famosa margem do empate técnico. A verdade é que ambos os lados saem vitoriosos desse embate, numa manifestação cívica sem precedentes na nossa história. Importa agora buscar o consenso e manter nossos ideais de uma sociedade mais justa e fraterna.

Como povo de fé, vamos continuar dando "a César o que é de César e a Deus o que é de Deus". A continuidade de um sistema político oferece poucas mudanças. Mas uma nação "cujo Deus é o Senhor" há de continuar exercitando sua fé e alimentando sua esperança de construção de um mundo melhor, sem divisões norte-sul, pobres e ricos, crentes e ateus, mas filhos de uma mesma família, portadores de um ideal comum. A divisão humana é sempre uma chaga social. Jesus, ao penetrar o pensamento sectário que dividia seus discípulos, cunhou um conselho bem a propósito: "Todo reino dividido contra si mesmo será destruído. Toda cidade, toda casa dividida contra si mesma não pode subsistir. Se Satanás expele Satanás, está dividido contra si mesmo. Como, pois, subsistirá o seu reino?" (Mt 12,25). Paulo, zeloso com a questão da unidade, foi sucinto em seu conselho; "Rogo-vos, irmãos, em nome de nosso Senhor Jesus Cristo, que todos estejais de pleno acordo e que não haja entre vós divisões. Vivei em boa harmonia, no mesmo espírito, e no mesmo sentimento" (1Cor 1,10). Em Ezequiel encontramos a promessa de unificação do Povo de Deus, como princípio de bênçãos celestiais: "Farei que, em sua terra... não formem mais que uma nação, que não possuam mais que um rei. Não mais existirá a divisão em dois povos e em dois reinos" (Ez 37, 22).

Pra frente, Brasil! Se é verdade que cada povo tem o governo que merece, também é verdade que cada governo conhece o povo que tem. Nossas necessidades e nossos méritos, sonhos e esperanças, alegrias e decepções não tem cores, nem bandeiras. São nosso bem comum, cuja realização depende de nós, não de um grupo político, de uma classe social ou pensamento religioso. Depende de você.

 

Professor Claudio Junior
membro do Conselho Diocesano de Leigos

Ocorreu, nos dias 29, 30 e 31 de agosto, em Adamantina, o Curso de Atualização para Leigos, e no dia 4 de setembro a primeira reunião do Conselho Diocesano de Leigos, na qual se refletiu sobre o papel primordial do cristão católico com relação ao exercício da cidadania. Esse tema é bastante discutido nos meios de comunicação, principalmente quando estamos próximos da época das eleições.

Entre tantos debates ligados ao tema cristão católico e o exercício da cidadania, muito se discute sobre a responsabilidade que os cidadãos têm em relação aos representantes políticos eleitos. Em diversas ocasiões, ouvimos dizer que o brasileiro "não tem memória" porque se esquece de quais foram os seus representantes escolhidos para ocupar os cargos dos poderes Executivo e Legislativo. O alcance da responsabilidade e das consequências do voto não permitem atitude simplória, sob pena do alto custo de decisões inadequadas sobre o poder Executivo e a representatividade. Uma gama enorme de fatores interfere na consolidação dessa esperada postura cidadã, obviamente na contramão da inadmissível proposta do voto nulo ou do não comparecimento às urnas.

As eleições garantem o exercício nobre da cidadania. Por isso, supõem e exigem preparação individual muito mais elaborada. Cita-se aquilo que Aristóteles pensava sobre o bom governo: "A verdadeira garantia do bom governo consiste em vigiar a execução das leis, em não permitir nunca a menor infração. Qualquer infração leve é insensível, mas tais transgressões são como as pequeninas despesas que, multiplicando-se, levam à ruína. A princípio, elas fogem à atenção, e é por isso que mister se faz deter o mal na origem".

O Papa Bento XVI afirmou que "é dever da Igreja contribuir para a purificação da razão e para o despertar das forças morais, sem as quais não constroem estruturas justas, nem estas permanecem operativas por muito tempo, entretanto, o dever imediato de trabalhar por uma ordem justa na sociedade é próprio dos fiéis leigos, os quais, como cidadãos do Estado, são chamados a participar pessoalmente na vida pública. Não podem, pois, abdicar da múltipla e variada ação econômica, social, legislativa, administrativa e cultural, destinada a promover orgânica e institucionalmente o bem comum" (Bento XVI, Deus caritas est, n. 29). Também o Papa Francisco nos afirma que "Ninguém pode nos exigir que releguemos a religião para a intimidade secreta das pessoas, sem qualquer influência na vida social e nacional, sem nos preocupar com a saúde das instituições da sociedade civil, sem nos pronunciar sobre os acontecimentos que interessam aos cidadãos" (Papa Francisco, Evangelii Gaudium, 2013 n.183).

Assim, concluímos que nossa missão de Cristão Católico é de se preocupar com o bem comum, de estar disposto a ser fermento na massa, não perder o ardor do Evangelho na busca de uma sociedade mais justa e fraterna.

Publicado no Jornal No Meio de Nós - edição de outubro de 2014

independencia-brasil-semana-patriaO fato histórico da independência do Brasil (7 de setembro de 1822) é conhecido pelos estudantes brasileiros. Dom Pedro I, às margens do Riacho Ipiranga (São Paulo), proclama a separação do Brasil em relação ao país colonizador: Portugal. Que lições podemos tirar dessa separação?

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Por Grupo Fé e Política Francisco de Assis
Terça, 26 Fevereiro 2013

É aspiração de todo ser humano a liberdade. A liberdade que traduz o plano de Deus em cada pessoa. Ser livre significa poder expressar através do corpo e do intelecto o compromisso pela construção do “Céu” aqui na Terra. Não é livre toda e qualquer pessoa que padece de privações relativas à subsistência, à saúde, à moradia e de todo bem-estar que deve caracterizar a convivência dos filhos de Deus. Também não é livre todo aquele que por ações políticas fundamentam teorias e ações que sustentam essas privações.

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Amigo, parabéns! Ser Pai nos dia de hoje carece de uma considerável dose de otimismo, confiança e esperança.

Num mundo que adora o consumo, a ostentação e o prazer sem limites, realmente, gerar filhos e encaminhá-los na vida é um ato de amor e de coragem.  Manter uma família como permanente sinal do amor, da fidelidade, da responsabilidade, do respeito e unidade é uma proeza, e não são muitas as pessoas que tem logrado êxito nessa tarefa.

É incrível a inversão de valores que se observa em nossa sociedade atual. Crianças e jovens oriundos de famílias bem estruturadas chegam, às vezes, a ficar constrangidos ao relatar aos colegas e amigos o modo como vivem em seus lares, e que seus pais são casados há tantos anos e vivem bem.

O que ouvem de seus amigos e colegas é exatamente o contrário: brigas, egoísmo, traições, cada um por si, mentiras e indiferenças.

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Pastoral da Esperança de Marília
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