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Sex, Dez

Na diocese de Marília Estado de São Paulo, o bispo diocesano, após os trâmites legais, inclusive com o parecer do Conselho de Presbíteros, após ouvir os católicos da paróquia que desejaram se manifestar, após processo demorado de diálogo, inclusive com o padre a ser transferido, usando de suas prerrogativas, transferiu o padre para outra paróquia.

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MARÍLIA 13 DE DEZEMBRO DE 2014

Hoje celebramos a mãe de Deus e nossa, sob o título de Nossa Senhora de Guadalupe, a padroeira principal da América Latina. Ter uma padroeira significa ter uma intercessora junto de Deus. Assim sendo, a América Latina tem como mãe, protetora e intercessora, Nossa Senhora de Guadalupe, cuja imagem foi revelada na manta do indio Juan Diego, num momento turbulento da história Latino Americana, quando aqui imperava a escravidão dos povos indígenas. Maria vem ao encontro de seus filhos e filhas com rosto indígena, em perfeita sintonia com os que sofriam a escravidão. É a mãe que assumiu as dores de seus filhos, que se estampa na imagem de Nossa Senhora de Guadalupe: a mãe intercessora.

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SOLENIDADE DA IMACULADA CONCEIÇÃO – PACAEMBU – 08/12/2014

Minha saudação carinhosa a Dom Osvaldo Giuntini, a todos os padres, diáconos, religiosos e religiosas. Saúdo ao seminarista Diego, seus familiares e amigos, vindos de várias cidades da diocese e também de outras dioceses. Saúdo ao Pe. Wagner, a Comunidade Paroquial Nossa Senhora das Graças, que nos acolhe, e aos seminaristas e vocacionados aqui presentes. Amados irmãos e irmãs:

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Dom Murilo S.R. Krieger
Arcebispo de São Salvador da Bahia (BA) e Primaz do Brasil

É comum alguém perguntar: É possível conciliar a razão (isto é: a ciência) e a fé? Pode um cientista estar voltado para a ciência e a sua vida ser iluminada pela fé? Num mundo como o nosso, dominado pela tecnologia, ainda há espaço para a fé? A ciência não é suficiente para dar resposta às nossas múltiplas inquietações e dúvidas?

A ciência e a fé, segundo o Papa S. João Paulo II (cf. Carta encíclica "Fides et Ratio"), longe de se oporem, são duas asas pelas quais o espírito humano se eleva para a contemplação da verdade. Foi Deus que colocou em nosso coração o desejo de conhecê-lo, de conhecer a verdade, e, assim, de nos conhecermos.

Algumas perguntas atravessam o tempo e as fronteiras geográficas e, certamente, continuarão sendo feitas pelas novas gerações: Quem sou? De onde vim? Para onde vou? Por que existe o mal? O que existe depois desta vida? Das respostas que dermos a cada uma dessas perguntas dependerá a orientação de nossa vida. Quem tem fé se guia por duas convicções: o mistério do ser humano só se esclarece verdadeiramente no mistério de Jesus Cristo; as verdades da fé não são fruto de um pensamento elaborado pela razão, mas um dom gratuito de Deus.

A ciência (razão) e a fé não são concorrentes: uma supõe a outra, e cada qual tem o seu espaço próprio de realização. Lemos no Livro dos Provérbios: "A glória de Deus é encobrir as coisas e a glória dos reis é investigá-las" (Pr 25,2). A fé constata: no mais fundo do coração dos homens e das mulheres foram semeados o desejo e a saudade de Deus.

É necessário que os valores escolhidos e procurados por nós sejam consistentes, porque somente eles poderão aperfeiçoar-nos. Não é nos fechando sobre nós mesmos que encontraremos a verdade, mas nos abrindo para dimensões que nos transcendem. Essa é uma condição necessária para que nos realizarmos como pessoas adultas e maduras.

Muitos se perguntam: A vida tem um sentido? Para onde se dirige? Os filósofos do absurdo dizem que ela não tem sentido. Duas verdades, no entanto, se impõem: existimos (o que fazer, pois, com a vida que temos?); morreremos (e o que virá depois?). O que é verdadeiro deve ser verdadeiro sempre e para todos. Procuramos incessantemente a verdade. Santo Agostinho disse isso de outra maneira: "Encontrei muitos com o desejo de enganar os outros, mas não encontrei ninguém que quisesse ser enganado". Entre os seres criados, o ser humano é o único capaz não só de buscar a verdade, mas também de saber, e saber que sabe; é o único que tem autoconsciência. Temos consciência, inclusive, de que não fomos criados para viver sozinhos: nascemos e crescemos numa família e depois, pelo trabalho, procuramos nos inserir, na sociedade.

Para nós é importante o testemunho dos mártires: ao morrerem por Jesus Cristo, definiram claramente em quem acreditavam. Eles tinham tido um encontro pessoal com o Filho de Deus; haviam-se convertido e queriam que outros vivessem das mesmas certezas que orientavam suas vidas. O encontro com o Evangelho lhes oferecia uma resposta tão satisfatória à questão do sentido da vida que não sentiam necessidade de outras respostas. Santo Tomás de Aquino ensinava que tanto a luz da razão como a luz da fé provêm de Deus; por isso, não podem contradizer-se. Se o teólogo se recusasse a levar em conta os dados da ciência, teria dificuldade de compreender a própria fé. Se o cientista excluísse todo contato com a teologia, acabaria criando uma nova religião, pois precisaria procurar respostas para as perguntas fundamentais de cada ser humano: Por que existo? Por que o mal? Por que o sofrimento? Por que a morte?

Conclusão: o mistério da encarnação de Cristo – isto é, o fato de o Filho de Deus ter assumido a nossa natureza humana – é uma resposta às nossas mais importantes perguntas. É como se Jesus proclamasse: O mundo não é mau; o ser humano não se basta a si mesmo; a verdade não pode ser fruto da decisão da maioria; Deus, sem o ser humano, continua sendo Deus – e o ser humano, sem Deus, o que é?...

fonte: CNBB

Dom Paulo Mendes Peixoto
Arcebispo de Uberaba (MG)

Dizer alguma coisa sobre argila e oleiro significa falar de trabalho, manipulação ativa do que é possível modificar para realizar o que é planejado. É como o barro nas mãos de quem tem habilidades e criatividade para transformá-lo em objetos úteis para as pessoas. O barro pode ser matéria prima para peças das mais variadas formas de embelezamento dos ambientes.

Deus, em Jesus Cristo, é o grande oleiro, que consegue transformar a vida das pessoas e as educa para viver a prática dos objetivos do Reino. É o que deve acontecer com o cristão no tempo do Advento, em preparação para o Natal. Como barro nas mãos do Senhor, a pessoa é moldada para que o nascimento do Senhor encontre espaço em seu coração, numa manjedoura para acolhê-Lo.

Moldar significa preparar e vigiar. É o contrário de adormecer e ficar numa atitude de seduzido pelas propostas maldosas do mundo. O desânimo diante das inseguranças e das dificuldades de hoje não ajuda. O indiferentismo tem sido um mal na vida de muitas pessoas. É o famoso "deixar para ver o que vai acontecer". Com isto pecamos por omissão.

Há uma desolação nacional provocada por tantos atos de desmando, tanta violência e insegurança. Só Deus é capaz de trazer ânimo e incentivo para o agir das pessoas, que também devem ser oleiros na transformação do mundo. É preciso recuperar a esperança que anda tão desgastada, ferida e perdida diante de atitudes destruidoras das condições de vida digna.

A esperança está em Deus, em quem resgata a vida dos pobres, acolhe, perdoa e redime. Os justos são os que depositam confiança Nele e têm a sensação de estar entregues nas mãos do Senhor. Eles se deixam moldar como a argila, porque Deus é o oleiro e as pessoas são obras de suas mãos.

É importante a fidelidade a Jesus Cristo, superando todo tipo de egoísmo farisaico que impede práticas de autenticidade e transparência. Ser também capaz de rejeitar propostas atraentes e enganosas, assumindo ações de amor-serviço e não de exploração de bens públicos e de pessoas desavisadas.

Fonte: CNBB

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Quando a Igreja é humilde e pobre, então "é fiel" a Cristo: foi o que afirmou o Papa Francisco durante a homilia da Missa da manhã desta segunda-feira, 24/11, celebrada na capela da Casa Santa Marta.

No episódio evangélico da viúva que, sob o olhar de Jesus, doa todo seu bem ao tesouro do templo – enquanto os ricos oferecem grandes cifras para eles supérfluas -, o Papa Francisco identifica duas tendências sempre presentes na história da Igreja: uma vaidosa e outra pobre, que não tem outra riqueza além do seu Esposo:

"Eu gosto de ver a Igreja nesta figura que é, num certo sentido, um pouco viúva, porque aguarda a volta do seu Esposo... Sim, tem seu Esposo na Eucaristia, na Palavra de Deus, mas espera sua volta, não? Esta atitude da Igreja... Esta viúva não era importante, o nome desta viúva não aparecia nos jornais. Ninguém a conhecia. Não tinha diplomas... nada. Nada. Não brilhava de luz própria. É exatamente isso que me faz ver a Igreja nesta mulher. A grande virtude da Igreja deve ser não brilhar de luz própria, mas brilhar com a luz que vem do seu Esposo. Que vem justamente do seu Esposo. E nos séculos, quando a Igreja quis ter luz própria, errou".

"É verdade – reconhece o Papa – que às vezes o Senhor pode pedir à sua Igreja para assumir uma luz própria", mas isto significa que se a missão da Igreja é iluminar a humanidade, a luz deve ser exclusivamente a recebida de Cristo, numa atitude de humildade:

"Todos os serviços que nós fazemos na Igreja são para nos ajudar a receber aquela luz. Um serviço sem esta luz não é bom: faz com que a Igreja se torne rica, poderosa, ou que busque o poder, ou que erre o caminho, como aconteceu tantas vezes na história e acontece em nossas vidas, quando queremos ter uma outra luz que não é a do Senhor, uma luz própria".

Quando a Igreja "é fiel à esperança e a seu Esposo – repete ainda Francisco – se alegra em receber a luz Dele, de ser 'viúva', de ficar à espera, como a luz, do 'sol que virá'":

"Quando a Igreja é humilde, quando a Igreja é pobre, ou quando a Igreja confessa suas misérias, a Igreja é fiel e diz: 'Eu estou nas trevas, mas a luz Dele chega até mim', e isto faz muito bem. Rezemos a esta viúva que está no Céu para que nos ensine a sermos Igreja assim, jogando fora tudo o que temos: que nada fique para nós. Tudo para o Senhor e para o próximo. Que sejamos humildes, sem nos vangloriar de uma luz própria, procurando sempre a luz que vem do Senhor".

Fonte: Radio Vaticana

Santo Padre pediu que os cristãos não sejam hipócritas, mas sim ligados ao amor que leva ao cumprimento da lei

papa francisco4{jathumbnail off}Na Missa desta sexta-feira, 31, o Papa Francisco se concentrou na diferenciação entre os cristãos tão apegados à lei a ponto de negligenciar a justiça e os cristãos ligados ao amor que dão pleno cumprimento à lei.

No Evangelho do dia, Jesus pergunta aos fariseus se é lícito ou não curar de sábado, mas eles não respondem. Ele, então, curou um doente. Francisco explicou que os fariseus, diante da verdade, ficavam em silêncio, mas depois falavam pelas costas e procuravam fazer Jesus cair.

O Papa explicou que Jesus repreendia estas pessoas que eram tão apegadas à lei que tinham esquecido a justiça e negavam até ajuda aos pais idosos com a desculpa de ter dado tudo ao Templo. Mas o que é mais importante, perguntou o Papa: o quarto Mandamento ou o Templo?

"Este caminho de viver apegado à lei os afastava do amor e da justiça. Protegiam a lei, negligenciavam a justiça. Protegiam a lei, negligenciavam o amor. Eram modelos, eram os modelos. E para estas pessoas Jesus encontra somente uma palavra: hipócritas (...) Homens de fechamento, homens apegados à lei, ao pé da letra da lei, não à lei, porque a lei é amor".

Citando a Carta de São Paulo aos Filipenses, Francisco explicou que o caminho para ser fiel à lei, sem negligenciar a justiça e o amor, é o caminho inverso: do amor à integridade, do amor ao discernimento, do amor à lei.

"Este é o caminho que Jesus nos ensina, totalmente oposto àquele dos doutores da lei. E este caminho do amor à justiça leva a Deus. Em vez disso, o outro caminho, de ser apegado somente à lei, ao pé da letra da lei, leva ao fechamento, leva ao egoísmo. O caminho que vai do amor ao conhecimento e ao discernimento, ao pleno cumprimento, leva à santidade, à salvação, ao encontro com Jesus. Em vez disso, o outro caminho leva ao egoísmo, à soberba de sentir-se justo, àquela santidade entre vírgulas, das aparências".

Com pequenos gestos, Jesus faz entender esse caminho do amor ao pleno conhecimento e discernimento, disse o Papa. Jesus se aproxima e essa proximidade é justamente a prova de que o homem está no caminho certo.

"A carne de Jesus é a ponte que nos aproxima de Deus... não é o pé da letra da lei, não! Na carne de Cristo a lei tem o pleno cumprimento e é uma carne que sabe sofrer, que deu a sua vida por nós. Que esses exemplos, este exemplo de proximidade de Jesus, do amor à plenitude da lei, nos ajudem a nunca deslizar na hipocrisia: nunca. É tão ruim um cristão hipócrita. Tão ruim. Que o Senhor nos salve disso!".

Fonte: Canção Nova