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“Estive na prisão e me visitastes” (Mt 25,36)

Mensagens do Bispo

A presidência da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) emitiu, na tarde da quarta-feira, dia 4 de janeiro, uma nota aos bispos, padres, religiosos, leigos e a todas as pessoas de boa vontade a respeito do massacre no complexo penitenciário de Manaus (AM). No texto, a defesa incondicional da vida dos encarcerados é reafirmada.

Neste mesmo dia, referindo-se ao massacre, o Papa Francisco renovou o apelo “para que as prisões sejam lugares de reeducação e reinserção social, e que as condições de vida dos reclusos sejam dignas de pessoas humanas”.

A Pastoral Carcerária acompanha as unidades prisionais em todo o país e tem, reiteradas vezes, chamado a atenção para os graves problemas do sistema penitenciário: a superlotação e a falta de estrutura das unidades prisionais, a privatização dos presídios, a necessária reeducação e reinserção social dos presos.

Diante dos massacres que têm acontecido nos presídios, juntamente com meus irmãos no episcopado, peço às autoridades competentes a rigorosa apuração dessa tragédia, na sua complexidade conjuntural e estrutural, e, acima de tudo, a busca de um sistema penitenciário mais justo, digno e humano.

Solidários com as famílias das vítimas desses massacres, rezemos, com o Papa Francisco, “pelos detentos mortos e vivos, e também por todos os encarcerados do mundo, para que as prisões sejam para reinserir e não sejam superlotadas”.

No final do ano passado recebi uma correspondência de um detento encarcerado em um dos presídios que estão no território de nossa Diocese. Na carta, ele me escreveu que participar da Santa Missa pela primeira vez na unidade presidiária foi uma dádiva divina e completou: “Dom Luiz, tenha bondade. Pode ser que esteja ao teu alcance de providenciar que a Pastoral venha nos visitar, evangelizar a nós aqui na ala de progressão. Aguardamos ansiosos a presença da Pastoral”.

Para que saíamos ao encontro deste nosso irmão e de milhares de detentos, que esperam a presença da Igreja em seus cárceres, tenhamos a coragem de levar a Boa Notícia a todos que precisam, identificando neles a presença do próprio Cristo, pois Ele mesmo disse: “estive na prisão e me visitastes” (Mt 25, 36).

Neste mês de fevereiro desejo também que celebremos com renovado entusiasmo missionário o aniversário de 65 da nossa Diocese para que possamos levar a todos os cantos de nosso território, inclusive nos presídios, a alegria do Evangelho.

Pastoral da Esperança de Marília
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